quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Um breve balanço sobre 2010.

Esse ano, foi ano de mudanças e renovações na minha vida. Sorri, brinquei, sofri e chorei várias vezes.
A partir do começo, onde me vi distante das minha três criaturas preferidas, que faziam as minhas manhãs mais alegres todos os dias. Por mais que ainda não tenhamos perdido todo o contato, a brincadeira já não era mais a mesma.
Comecei a fazer faculdade, e percebi que o sonho colorido que todo adolescente pinta, não é tão sonho assim. Tem que ralar, se esforçar, e dar o seu máximo o tempo todo. As pessoas não são tão amigáveis, e as que são, não são de graça.
Ganhei mais responsabilidades. Aprendi a me virar. Pegar condução lotada, pagar contas, fazer supermecado e resolver minhas pendengas por mim mesma.
Me apaixonei errado, me envolvi errado, me interessei errado. Mas no fim deu tudo certo. Me livrei corretamente, e evitei muito mais sofrimento.
Mas também sofri demais. Percebi que o meu mundo não era tão cor-de-rosa quanto eu imaginava. Me dei conta de que nem todas as pessoas são legais, na verdade quase não existem pessoas legais. Criei coragem de me livrar do que fazia mal. E doeu.
Mas quando me levantei, um pouco perdida, mais sofrida e serena, foi muito bom. O peso da aparente felicidade, que eu tanto penava carregando, se foi. E a felicidade leve e verdadeira, começa a fazer parte de mim.
Agora sou outra. A Aline de janeiro, fevereiro e março, não existe mais. A nova Aline é muito mais eu, do que eu jamais tinha sido. Eu posso rir alto, usar meu cabelo natural, assistir qualquer coisa sem ser chamada de nerd, repetir a mesma roupa o tanto que eu quiser.
Esse ano também me reencontrei nos caminhos do meu Deus. Me arrependi, e estou me esforçando pra seguir Sua vontade. Andar segundo seus caminhos. às vezes é difícil, as pedras são mais do que as flores, mas aprendi a olhar pra cima, e continuar caminhando.
2010 me ensinou grandes lições, e me fez diferente. Me deu vários presentes (como pessoas especiais, e momentos que eu vou levar pra sempre). Só espero que 2011, seja muito mais divertido, e que me traga outros tantos presentes inesquecíveis.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um pouco de água com açúcar pra adoçar os corações amargos.



Ele: Eu só queria saber uma coisa.
Ela: Saber o quê?
Ele: O que teria acontecido, se eu tivesse me apaixonado por você naquela época que tu gostava de mim?
Ela: Essa é fácil.
Ele: Então me diga.
Ela: Nada!
Ele: Nada? Por que nada?
Ela: Simplesmente porque se você tivesse gostado de mim, eu teria deixado de gostar de você.
Ele: Como assim menina?
Ela: Eu sou assim. Só gosto de quem não me gosta. Só quero o quê não posso ter!
Ele: E por que cargas d’água você é assim? É masoquista por um acaso?
Ela: Sei lá. Devo até ser. Às vezes penso que deve ter um mecanismo no meu cérebro que provoca isso. Talvez seja pra me manter livre. Ou algo assim, mamãe sempre diz que eu nasci pra ser livre. Pés descalços e cabelos ao vento. Deve ser que meu inconsciente não quer se prender a ninguém, por isso só escolhe os que por um motivo ou outro nunca serão meus!
Ele: Mas aí no fim das contas tu vai estar presa à dor. Que é ainda pior do que estar presa a alguém.
Ela: É, talvez seja. Mas não sou eu quem escolhe, é meu tolo coração. Por isso não há muito que eu possa fazer, a não ser esperar que alguém venha e quebre esse triste encanto.
Ele: Então pode me chamar de príncipe encantado.
Ela: O quê?
Ele: Olha, eu sei que eu estou alguns anos atrasado, e que no passado eu fui um tremendo otário. Mas é que eu não pude evitar me apaixonar por você, agora que eu te conheço bem. Você é linda, inteligente, engraçada. É diferente de todas as garotas que eu já andei. Pra mim, você é perfeita. Por favor, me dê uma chance de quebrar seu feitiço, me deixa te reensinar a me amar?!
Ela: Você não pode me reensinar a te amar, ...
Ele: Me deixa pelo menos tentar?
Ela: Shhh, não me interrompe. Você não pode me reensinar a te amar, pelo simples fato, de que eu nunca desaprendi a fazê-lo!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Tudo o que nós precisamos.



Ela: Já se passou todo esse tempo, e eu não consigo de tirar da minha cabeça. E ninguém sabe disso, só eu. Eu passo horas olhando pra nossa única fotografia juntos. Eu ainda durmo com sua jaqueta, aquela que você me emprestou e eu nunca devolvi. E ninguém sabe disso, só eu. Todos os dias eu enxugo minhas lágrimas. Todas as noites eu oro pra que você me diga “ Eu deveria ter corrido atrás de você, eu deveria ter tentado te provar que você é tudo o que importa pra mim. Eu deveria ter falado todas as coisas que eu guardei dentro de mim, e talvez, eu pudesse ter te feito acreditar, que o que nós tínhamos é tudo o que nós precisamos.”

Ele: Meus amigos pensam que eu estou seguindo em frente, mas a verdade é que eu não sou tão forte. E ninguém sabe disso, só eu. Tenho guardado tudo o que você me disse, em uma caixinha debaixo da minha cama. E ninguém sabe disso, só eu. Mas se você está feliz, de alguma forma eu vou superar. Só que a verdade é que por dentro eu estou gritando: “ Eu deveria ter corrido atrás de você, eu deveria ter tentado te provar que você é tudo o que importa pra mim. Eu deveria ter falado todas as coisas que eu guardei dentro de mim, e talvez, eu pudesse ter te feito acreditar, que o que nós tínhamos é tudo o que nós precisamos.”


( Inspirado na música "All We'd Ever Need" - Lady Antebellum )
sábado, 4 de dezembro de 2010

Olha o que o tempo faz.



Há um ano atrás eu era outra. Doce, inocente, dócil.
Era fácil me fazer acreditar, era fácil me enganar. Eu tinha uma bolsa repleta de sonhos impossíveis, e esperanças de dias melhores.
O tempo é muito famoso por curar feridas, e amenizar cicatrizes. Muito famoso por fazer as pessoas melhorarem.
O que eu não sabia era que esse tempo, tem o poder de nos deixar insensíveis.
Depois de me afastar de sanguessugas, me provar que eu não mereço o amor, me mostrar que quase nenhuma amiga é sincera, e de me fazer acreditar que sonhos não se realizam, foi o assim que o tempo me deixou. INSENSIVEL.
Talvez um dia ele me traga algo que quebre o gelo em que o meu coração se transformou. Ou talvez não. Agora não importa mais. Nada importa.
Eu não acredito mais. E de uma maneira bizarra isso foi algo bom pra mim. Agora o que vier é lucro já que eu não espero mais nada.
A parte triste de tudo isso, é que eu queria, lá no fundinho da minha, eu ainda queria ser aquela garota de um ano atrás. Doce, inocente, dócil.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Recebi um selinho *-*



Esse selinho me foi dado pelo Marcos do O mundo sob o meu olhar.
Muito obrigada Marcos! *-* Gosto bastante do seu blog, e das coisas que você escreve! :D

REGRAS

. Falar 9 coisas sobre mim
. Colocar o link de quem me indicou
. Indicar o selo para nove blogs

9 COISAS SOBRE MIM
. Eu sou cristã e amo Deus acima de todas as coisas.
. Minha família é tudo pra mim.
. Eu sou ótima amiga ( e modesta ) e faço qualquer coisa pelo bem dos meus amigos.
. Eu tenho fobia de cachorros e palhaços.
. Eu estudo Letras na Universidade Federal de Goiás.
. Pretendo morar fora do país em breve.
. Um dia eu vou ter um livro publicado.
. Sou extremamente romântica e sonhadora.
. Eu tenho um tumblr

9 INDICADOS
. Camila
. Sarah
. Andressa
. Aninha
. Ariana
. Daninha
. Luana
. Ana
. Ruth
sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Uma história de quase amor.



Fazia algum tempo que eu não ia ao meu lugar especial.
Afinal, ele fora corrompido. Corrompido por mim mesma. Nunca deveria ter o levado lá.
Mas eu já não agüentava mais, a solidão do meu quarto. Precisava da solidão de outro lugar.
Caminhei até lá pesada, passos arrastados. Todo meu corpo doía. Principalmente meu coração.
Quando lá cheguei, quis morrer. Primeiro pensei que era uma visão. Depois que realmente notei que era real, quis sumir, cair em um buraco profundo pra sempre.
A vontade de correr, chorar e respirar era enorme. Mas não conseguia fazer nenhum dos três. Fiquei lá parada, olhando pras unhas dos meus pés, que já não eram feitas há um tempo. Assim como meu cabelo não era arrumado, meu rosto não era maquiado, e meu perfume já não era mais usado.
- Até que enfim. – disse ele se levantando, e caminhando até mim.
Não respondi.
- Pensei que você nunca mais iria aparecer. Venho aqui todos os dias, há semanas e nada de você.
- Por quê? – Essa pergunta não era feita apenas pra saber porque ele estava ali, no meu lugar, me esperando. Mas pra saber de tudo. Um contexto geral. Por quê?
- Ué, você não atende minhas ligações, sua mãe não me deixa te visitar. Eu precisava falar com você. Te explicar coisas.
Rolei os olhos, e virei as costas. Com muita dificuldade.
- Espera. – ele tocou meu braço, e eu senti todo meu corpo formigar, arder. E meu coração se tornou em chamas. – Não vai.
- Já não basta?
- Não basta o quê?
- Tudo.
- Tudo o quê?
- Tudo o que você me fez, tudo o que me fez sofrer. Você quer mais? Já não basta me matar, ainda tem que chutar meu corpo caído?
- Desculpa.
- Não é o suficiente.
- O que seria suficiente?
- Que você sumisse, desaparecesse. Pra sempre.
- Mas eu não posso, você sabe.
- O que te impede?
- Você.
- Eu?
- Sim. Eu preciso de você. Preciso de você do meu lado.
- Por quê? Você já tem ela.
- Mas eu preciso de você.
- Egoísta.
- Eu sei. E você também sempre soube que eu era.
- Você nunca mais vai me ter ao seu lado. Nunca. Você fez uma decisão errada, e agora deve arcar com suas conseqüências.
- Eu fiz uma decisão errada? Você que fez!
- o que?
- Sim, você que se apaixonou por mim. Não tive culpa nenhuma.
- Cala a boca.
- Não. Eu não vou te perder por isso. Você também não teve culpa, mas aconteceu. Agora eu preciso de você do meu lado. E você precisa de mim.
- Você é o garoto mais ridículo que eu conheço.
- Mas você gosta de mim justamente por isso.
- não, eu gostava de você por que eu era idiota. Acreditei em uma farsa que eu mesma criei. Você nunca foi meu amigo. Nunca se importou. Nunca me amou.
- Mentira, eu te amo. Só não é do jeito que você quer.
- Que seja. Não é do jeito que eu queria, que eu precisava, então pronto, terminamos aqui.
- Não.
-Sim.
- Você não pode fazer isso comigo. Eu não tive culpa de não te amar como você me ama. Eu quis. Não deu. Desculpa. Mas você é parte da minha vida. Você é minha vida. minha melhor amiga, eu preciso de você comigo.
Minha voz não conseguiu mais sair contida. De repente me vi gritando.
- SIM VOCE TEVE CULPA. TUDO É CULPA SUA. VOCÊ É MAU.
- por que eu sou mau?
Respirei fundo, tentando acalmar as batidas do meu coração, e o meu corpo todo que tremia. As lágrimas começaram a rolar.
- você pegou na minha mão todos os dias. Você enxugou minha lagrimas. Você dançou comigo em todas as festas. Meu melhor amigo. Tudo bem. Mas você me olhava da maneira errada, você me beijava de vez em quando, dizia que ia casar comigo. E ainda diz que a culpa é minha, por ter entendido errado?
- Desculpa.
- Já disse que não é o suficiente.
- Vai ter que ser.
Ele me abraçou. Eu afundei a cabeça em seu peito, e chorei.
Era aquilo que faltava, o conforto que faltava. O conforto que ele me proporcionava. Quem me machucou era quem precisava me consolar.
- Vai passar.
- Eu sei que vai.
- Eu vou te ajudar.
- Eu sei que vai.
- Você vai ver daqui a um tempo a gente nem vai mais lembrar que isso aconteceu.
- Não.
- E a gente vai poder a ficar todo tempo juntos como era.
- Não.
Ele me afastou, e olho no fundo dos meus olhos.
- Não?
- Não.
- Por que não?
- Eu vou embora.
- Como assim vai embora?
- Vou morar com meu pai na cidade.
- Você não pode.
- Eu preciso.
- Tá bom, eu não te procuro mais. Nunca mais. Eu não te ligo, não venho aqui, nem na sua casa. Eu nem olho pra você na escola. Mas por favor, não vai.
- Eu preciso ir. Eu preciso me recuperar. Me encontrar. Colocar meus pedaços de volta nos lugares.
- Eu coloco pra você.
- Não dá. Preciso fazer isso sozinha.
Ele começou a chorar.
- Esse é meu castigo?
- Se fosse eu faria muito pior.
- Eu te odeio.
- Não. Você me ama, só não é do jeito que eu quero.
Nós rimos. E nos abraçamos.
Eu fui embora uma semana depois. E demorei muito tempo pra voltar na minha cidade.
Quando retornei, não me encontrei mais com ele. Ele tinha se mudado pra outro país.
Visitei o meu lugar. Nosso lugar.
Encontrei uma placa, onde estava escrito: Você deve cavar aqui.
Cavei, e encontrei uma caixa de biscoito vazia. Não totalmente dentro tinha uma carta.
Dizia:

“ Querida,

depois que você partiu, comecei a compreender o sofrimento que eu infligi a você. Percebi, tarde demais, que te amava do jeito que você queria. Irônico não?
Meu coração doeu, cada ano, cada mês, cada semana, cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo desde que você se foi.
Pensei em te procurar, mas cansei de ser egoísta. Quando entendi sua dor, repensei meu modo de ser. Então deixei que você me esquecesse.
Quando a dor se tornou demais para agüentar, resolvi partir. Pra bem longe.
Espero que você esteja bem agora. Curada. E espero que quando você ler essa carta, eu também já esteja bem.
Na verdade, espero que você leia essa carta, e que ela permaneça intacta até que você retorne aqui. Espero que você retorne aqui.
Saiba que eu te amei demais, e me arrependi por tudo. Se eu pudesse voltar no tempo, tudo teria sido diferente.
Me perdoe por ter sido um idiota, e literalmente retardado.
Um pedaço do meu coração vai te amar pra sempre
Seu...”


Chorei ao saber disso, e ao pensar de quanto azar nós tivemos.
Depois pensei no destino miserável que nos pregou essa peça.
Nos amamos tanto, e nunca ficaríamos juntos.
Chorei ao constatar que um pedaço do meu coração o amaria pra sempre.
sábado, 20 de novembro de 2010

X



Era uma vez uma garota, vou chamá-la de X. Calma, calma. Isso não é nenhuma indireta, nem um texto raivoso, que termina em solidão e gatos. È apenas uma história que eu preciso contar.
Essa garota X, era uma jovem. Tinha apenas 18 anos, mas na verdade possuía várias idades. De vez em quando era uma menininha, mimada, chorona que adorava um colo. Às vezes era bem adulta, capaz de fazer as compras do mês e resolver problemas com operadores de telemarketing. E também, por vezes era apenas uma jovem de 18 anos, que se tornava uma boba alegre na companhia das amigas, e as coisas que aconteciam.
A X tinha um coração gigante, e ao mesmo tempo bastante tolo. Acreditava em todos, e no melhor da humanidade. Todo mundo já sabia como era fácil enganá-la. E ela, coitada, vivia se apaixonando por meninos, que eram incapazes da amá-la de volta.
Um dia ela conheceu um rapaz. Do jeito que ela gostava. Não era bonito demais, nem era feio demais. Tinha o estilo de todos os outros por fora, mas por dentro era diferente. Ela sentiu que era.
Ela sentiu mais até, sentiu que ele tinha sido feito pra ela. Era o seu número. Alguma coisa lá no fundo dizia, “é ele”.
No começo, quando eram apenas amigos, tudo ia dando certo. Mas quando o sentimento não conseguiu mais ficar calado, uma série de desventuras aconteceu.
E quando a X percebeu, ele já tinha sido levada por outra letra qualquer do alfabeto, e ela estava lá, enganada e sozinha de novo. De novo.
Foi bem difícil superar, e entender que o menino não era tão mocinho de filme assim. Estava mais pra um vilão. Sempre que ela precisava se afastar, ele a puxava de volta. Com um olhar, com uma palavra, com um sorriso inesperado.
Ela não queria mais. Ele a tinha feito chorar, sangrar por dentro, desejar sumir. Mas o coração dela ainda queria. E imaginava mil maneiras de conseguir te-lo pra sempre.
Mas nem no intimo o coração dela se enganava tanto. Impossível, era a palavra. Por isso ela sofria.
Sabe, essa história, a história da X, ainda não acabou. Ela ainda sofre, sente e chora. Ainda não superou. Eu não sei o que a X precisa pra superar esse garoto mal. E também não sei quando, e se, ela vai superar.
Talvez seja questão de tempo, ou questão de arrumar um novo amor.
Só o que eu sei, é que a X, e um milhão de outras garotas, que estão na mesma situação da X, merecem superar esses caras, e às vezes não podem por culpa de idiotas que não as querem, mas não as deixam ir.
Então, se você é um cara mau, e está lendo isso, por favor, pare. Não seja covarde a esse ponto. Você já tem a sua metade, deixe que a menina que você não quer e não precisa encontre a metade dela.
E se você é uma boa menina, como a X, e está presa por um cara mau, tente fugir, tente superar, tente ser feliz. Ele não te merece. E você não merece um cara como ele. Você merece mais. Você pode mais.
Só basta acreditar.
 

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